Denúncia ao MPPE e ao Procon pede investigação sobre possíveis aumentos abusivos após relatos de gasolina chegando a cerca de R$ 7,50 no estado
A vereadora Kari Santos (PT) formalizou, nesta quarta-feira (11), denúncias ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e ao Procon-PE pedindo investigação sobre possíveis aumentos abusivos no preço dos combustíveis em postos do Recife.
A iniciativa ocorre após relatos de consumidores sobre reajustes no valor da gasolina e do diesel em estabelecimentos da capital. Segundo a parlamentar, os aumentos teriam sido registrados mesmo sem anúncio recente de reajuste nas refinarias pela Petrobras.
Nos ofícios encaminhados aos órgãos de fiscalização, a vereadora solicita apuração de eventuais práticas abusivas contra os consumidores, incluindo elevação de preços por especulação. Kari Santos também pediu a realização de fiscalizações nos postos de combustíveis do Recife.
“Praticar preços abusivos nos combustíveis por mera especulação é um crime contra o consumidor. Se não houve aumento nas refinarias, é preciso explicar por que o preço está subindo nas bombas”, afirmou a parlamentar.
Kari também mobilizou motoristas para colaborar com a fiscalização. Pelas redes sociais, ela pediu que consumidores encaminhem denúncias sobre postos que tenham promovido aumentos considerados injustificados.
Segundo Kari Santos, o gabinete tem recebido um volume elevado de mensagens e relatos após o início da mobilização. Nos últimos dias, motoristas relataram alta no preço da gasolina em diferentes regiões do estado. Em alguns casos, o litro do combustível chegou a cerca de R$ 7,50.
Guerra no Oriente é o motivo, diz setor
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE), parte da variação nos preços está associada ao cenário internacional. O aumento das tensões no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio, tem impactado rotas estratégicas de transporte de petróleo.
Uma das áreas afetadas é o Estreito de Ormuz, rota por onde passa parcela significativa da produção mundial de petróleo. Informações divulgadas pelo sindicato indicam que, até o dia 3 de março, ao menos 150 embarcações aguardavam condições seguras para atravessar a região.
Dados da agência marítima britânica UKMTO apontam ainda que quatro navios foram atacados na área nesta quarta-feira (11), totalizando 14 ocorrências desde o início das tensões, em 28 de fevereiro. A passagem concentra cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás.
O presidente do Sindicombustíveis-PE, Alfredo Pinheiro Ramos, afirmou que Pernambuco depende em grande parte de combustíveis importados e de refinarias privadas, o que torna os preços mais sensíveis às variações internacionais.
Segundo ele, fatores como a cotação do dólar e o valor do barril de petróleo no mercado global influenciam diretamente os preços praticados no estado.
“Esse movimento também influencia o etanol, que mantém relação direta de competitividade com a gasolina. Quando há pressão na gasolina, o etanol tende a acompanhar, especialmente em período de transição de safra no Nordeste, quando a oferta regional diminui”, explicou.
Fonte: Jamildo






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