Em entrevista, pré-candidato do Novo ao Senado critica condução da pauta, defende independência do Legislativo e questiona atuação do STF
Quem acompanhou a última rodada de pesquisa Quaest, divulgada pelo Jamildo.com, na última semana, notou um novo nome entre os pré-candidatos ao Senado, o advogado Carlos Sant’Anna (Novo). Aos 49 anos, pretende disputar sua primeira eleição no pleito que se aproxima e tem um posicionamento já definido: criticar as decisões do Superior Tribunal Federal (STF).
Sant’Anna é o entrevistado da semana no PodJá – o podcast do Jamildo.com. A entrevista vai ao ar neste sábado (2), a partir das 14h, no canal do YouTube do Jamildo Melo.
Durante sua fala, Sant’Anna defendeu mudanças no funcionamento do Senado e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações tratam de temas como impeachment de ministros, independência entre os Poderes e condução da pauta no Senado.
Ao abordar pedidos de impeachment contra integrantes do STF, Sant’Anna afirmou que, mesmo com assinaturas suficientes de senadores, os processos não avançam. Segundo ele, a condução da pauta pelo presidente da Casa, o senador Davi Alcomumbre (União Brasil-AP) impede o andamento das iniciativas.
“Os senadores exercem seu papel fazendo os requerimentos necessários, mas esses requerimentos são ineficientes para dar a resposta que a sociedade deseja por conta da atitude de um representante do Senado, que é o presidente”, disse.
Para o pré-candidato, a solução passa por renovação na composição da Casa e por mudanças na forma de escolha da presidência, com maior independência. “Se a gente não entender que precisa mudar os senadores para que possam escolher de forma independente quem vai dar fluxo a esses procedimentos, não vamos conseguir trazer a resposta que o Senado deve dar”, afirmou.
Ele também defendeu revisão nas regras internas. “Quem estiver no Senado deve melhorar o grau das regras de integridade para que a maioria colegiada possa fazer valer suas deliberações”, declarou. Na avaliação do pré-candidato, há distinção entre a função administrativa da presidência e sua influência sobre a pauta. “Uma coisa é ter o presidente como gestor da Casa; outra é tê-lo como obstáculo ao funcionamento do Senado”, acrescentou.
Sant’Anna também tratou da relação entre os Poderes e afirmou que pretende levar ao Senado uma atuação independente. “A proposta é construir uma candidatura competitiva que represente uma alternativa de renovação e independência. Não um Senado subserviente ao Executivo, nem domesticado pelo Supremo Tribunal Federal”, disse.
Em relação ao STF, o pré-candidato criticou o que considera variações de entendimento. “Não podemos ter um Supremo que ofereça segurança jurídica ao país mudando de posicionamento de acordo com a variação de humor dos ministros”, afirmou.
Ao comentar o papel da presidência do Senado, voltou a mencionar possíveis entraves institucionais. “O problema ocorre quando o presidente da Casa atua como obstáculo, especialmente se isso decorre de conflitos de interesse ou de pautas que não refletem o interesse da sociedade”, disse.
Entrevista no PodJá
Pesquisa ao Senado
O nome de Carlos Sant’Anna foi questionado pela primeira vez na última Quaest. O instituto divulgou três cenários, com Marília Arraes, Humberto Costa, Miguel Coelho, Mendonça Filho, Anderson Ferreira, Túlio Gadelha, Armando Monteiro, Eduardo da Fonte, Jô Cavalcanti, Paulo Rubem, além de Carlos Sant’Anna.
No primeiro, o advogado não pontua como primeiro voto, mas chega a 1% para a segunda vaga. O padrão se repete no segundo cenário, quando os nomes de Mendonça Filho, Túlio Gadelha e Eduardo da Fonte não são postos.
No terceiro cenário, quando não tem Miguel Coelho e Anderson Ferreira, Sant’Anna faz 1% no total, ao atingir 3% das intenções de votos no segundo voto.
O levantamento que entrevistou 900 pessoas presencialmente entre os dias 22 e26 de abril também testou o conhecimento, potencial de votos e rejeição dos nomes postos. Carlos Sant’Anna teve 83% de não conhecimento, 12% de conhece e não votaria e 5% de conhece e votaria.
A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95% e registro no TSE pelo número PE-08904/2026.
Fonte: Jamildo





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