Oposição na Alepe criticou reformas em fachadas de hospitais e acusou gestão Raquel de priorizar a imagem externa em vez da qualidade interna
O Governo de Pernambuco, por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), firmou contrato com empresa responsável pelas obras de requalificação da fachada do hospital Barão de Lucena, no bairro da Iputinga, do Recife. O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado de Pernambuco da sexta-feira (29).
A requalificação é orçada no valor de R$ 19 milhões e foi firmada junto à empresa KAENA CONSTRUCOES LTDA, de CNPJ º 02.297.922/0001-38. A previsão é de que a entrega seja realizada até março de 2027.
Recentemente, a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) na saúde foi alvo de críticas da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Os quatro deputados, Sileno Guedes (PSB), Eriberto Filho (PSB), Diogo Moraes (PSB) e Rodrigo Farias (PSB), convocaram uma coletiva de imprensa para realizar denúncias sobre ações da gestão estadual.
Dentre críticas relacionadas à superlotação e falta de estrutura adequada, os parlamentares apontaram que a gestão estaria priorizando a imagem externa dos equipamentos. Eles usaram como exemplo o Hospital da Restauração, que recentemente registrou queda de parte do forro no ambiente interno do hospital.
“Parece que virou o governo da fachada. Cuida de fora e esquece quem está dentro”, declarou Rodrigo Farias.
Assim como o HR, o Agamenon e o Barão de Lucena passam por reformas na fachada. O HR, no entanto, já está em estágio mais avançado.
Durante entrega no Hospital Otávio de Freitas, a governadora citou o assunto: “Não é de fachada. Não estamos aqui para passar mão de tinta. A gente, quando chega, troca o piso, troca o teto, troca rede elétrica, hidráulica, troca central de gases e traz equipamentos novos”.
Em agendas recentes, Raquel Lyra questionou sobre ações de gestões anteriores em relação às unidades de saúde.
“Há quanto tempo não tinham feito uma reforma no Hospital da Restauração? 70 anos. Nunca tinham trocado sequer os elevadores, não tinham contrato de manutenção”, disse a gestora.
Fonte: Jamildo





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