João Campos se pronunciou nas redes sociais sobre a nova chance de Donald Trump taxar os produtos brasileiros
Nesta quarta-feira (03), o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), publicou em suas redes sociais uma crítica contra a nova tentativa de taxação dos Estados Unidos ao Brasil.
O socialista afirmou que defender o país vai além de vestir a camisa da seleção na Copa do Mundo e que a proposta tarifária ameaça a economia, os empregos e os setores estratégicos nacionais. Campos destacou o Pix e o etanol como conquistas do povo brasileiro e defendeu que o respeito, o diálogo e os interesses do Brasil devem prevalecer na relação entre as nações.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou a proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil no fim da noite de segunda-feira (1º).
O governo americano abriu a investigação em julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump, sob a justificativa de que as políticas brasileiras oneram ou restringem o comércio norte-americano. O documento de conclusão cita o sistema Pix, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção como motivos para a taxação.
A medida provocou reação do governo federal. O presidente Lula (PT) classificou o anúncio como intempestivo e argumentou que os Estados Unidos utilizam uma mentira sobre déficit comercial para embasar a taxa.
Segundo Lula, os americanos acumularam um superávit de 415 bilhões de dólares com o Brasil nos últimos 15 anos. O presidente brasileiro também afirmou que o Pix assusta o governo americano por afetar o mercado das empresas de cartão de crédito dos Estados Unidos que operam no território nacional.
Apesar da proposta ampla, os norte-americanos pouparam uma lista específica de produtos exportados, incluindo carne bovina fresca, óleos brutos de petróleo, componentes aeroespaciais, café e fertilizantes.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou que o país mantém conversas com o gabinete de Lula, mas admitiu divergências para encerrar a disputa.
As novas tarifas americanas devem entrar em vigor até o dia 15 de julho, logo após uma audiência pública agendada para o dia 6 de julho.
Fonte: Jamildo






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