Fala de João Campos seria uma indireta para gestão Raquel Lyra. Socialista alega que tem sofrido perseguição política. Declaração ocorreu em escuta popular
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), defendeu a expansão do modelo de gestão do Recife para todo o estado e afirmou que governa sem perseguir adversários políticos.
A declaração ocorreu na noite de quarta-feira (15), durante a plenária do programa Chega Junto Pernambuco, o Clube Ferroviário de Afogados, Zona Oeste do Recife.
“O Recife vai ser o motor e o coração para construir um novo tempo em Pernambuco. Vocês me viram governar sem perseguir ninguém, usando a capacidade administrativa para transformar a vida das pessoas. É essa forma de fazer gestão que queremos levar para todo o estado“, declarou o prefeito.
No discurso, João Campos prometeu estender para o interior e outras cidades do estado programas como o Embarque Digital, que oferece bolsas de nível superior na área de tecnologia. Durante o encontro em Afogados, João Campos dividiu o palanque com o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), o senador Humberto Costa (PT), o prefeito do Recife Victor Marques (PCdoB) e o presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes.
A menção sobre administrar sem perseguir ecoou como uma indireta para governadora Raquel Lyra (PSD). O grupo do prefeito já levantou acusações de assédio institucional por parte do Palácio do Campo das Princesas.
A crise mais recente nesse campo ocorreu em fevereiro de 2026, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) entrou no circuito da disputa local. O ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento de investigações do Ministério Público Estadual contra secretárias da Prefeitura do Recife e autorizou a Polícia Federal a apurar um suposto monitoramento ilegal da Polícia Civil contra o secretário de Articulação Política da capital, Gustavo Monteiro.
Na época, o PSB acusou o governo estadual de estruturar uma “polícia paralela” para fins eleitorais. Raquel Lyra negou qualquer interferência política e defendeu a autonomia da Polícia Civil como instituição de Estado.
A queixa dos socialistas soma-se a outros episódios de tensão entre aliados de João Campos e o governo do estado. Em agosto de 2025, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB), afirmou que haveria uma “milícia digital” na Casa Civil estadual para atacar deputados de oposição.
Fonte: Jamildo






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