Mês de outubro deve registrar os maiores índices de chuvas entre o período; balanço da APAC mostra que meses de fevereiro, abril e maio tiveram mais chuvas
A Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC) divulgou, na terça-feira (28), a expectativa climática para os meses de agosto, setembro e outubro deste ano.
O informativo do órgão prospecta um cenário de chuvas abaixo da média no Leste de Pernambuco — que abrange o Agreste, a Zona da Mata e a Região Metropolitana do Recife (RMR) — com temperaturas acima da média histórica esperada para esta época do ano em todo o território.
Mesmo com a expectativa de chuvas reduzidas para a região Leste do estado, o mês de agosto ainda pode registrar pancadas de chuva isoladas, de intensidade moderada a forte, concentradas em poucos dias, principalmente no litoral. A APAC ainda prevê que o mês de outubro registre chuvas de 50 milímetros em todas as regiões de Pernambuco.
O estudo é baseado em consenso da reunião de análise e previsão climática para o Nordeste, feita entre a agência, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Sergipe (SEMAC/SE), dos Centros Estaduais de Meteorologia da região, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).
Acumulado de 2026
Entre os dias 1 de janeiro e 30 de junho, os relatórios da APAC registraram grande variabilidade temporal e espacial, com os maiores índices de chuvas acontecendo na Mata Norte e na RMR. Os maiores volumes aconteceram nos meses de fevereiro, abril e maio.
Apesar da variância, a agência afirma que os índices permaneceram dentro do padrão esperado na maior parte do estado.
El Niño
Segundo a APAC, o cenário climático global deve se intensificar nas próximas semanas com o fenômeno El Niño no Pacífico Equatorial. O evento deve assumir nível moderado, podendo escalar a intensidade a partir de outubro.
“A maioria dos modelos aponta condições de neutralidade do fenômeno Dipolo do Atlântico (principal sistema responsável pelas chuvas no Norte e parte do Nordeste do Brasil) com o Atlântico Norte mais aquecido que o Atlântico Sul”, aponta a APAC.
Fonte: Jamildo





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