No PodJá, o pré-candidato ao Senado Anderson Ferreira rejeitou palanque com o PT e comentou possível saída de Mano Medeiros de sua base
O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, avisou que o partido passa por uma depuração interna e mandou um recado a ex-correligionários. Em entrevista ao PodJá, o pré-candidato ao Senado defendeu que os projetos políticos não podem ser pessoais e cobrou fidelidade partidária dos aliados.
O Podjá com Anderson sairá neste sábado (28) às 14h, no canal do Youtube do Jamildo.com, você pode assistir aqui:
Anderson garantiu que a sua candidatura ao Senado é uma convocação de Flávio Bolsonaro (PL). Ele cravou que o partido tem estrutura, tempo de televisão e recursos para entrar na disputa de forma independente em 2026.
“Faxina ética” e Gilson Machado
Sem citar o nome de Gilson Machado, Anderson mirou no ex-ministro ao apontar a reestruturação da sigla. Ele lembrou que o ex-aliado obteve cerca de 300 mil votos no Recife para o Senado, mas conseguiu apenas 120 mil na disputa municipal seguinte.
“O PL hoje, principalmente Pernambuco, passa por uma faxina ética. Quem tá no PL quer que o partido cresça […] às vezes as pessoas tinham um discurso, mas não viviam o discurso que tinham. Quem tá no PL, ele quer o quê? Ele quer que o partido cresça, ele quer ajudar o Flávio Bolsonaro e ele pretende ajudar o Brasil elegendo o maior número de deputados estaduais, federais e até um senador. […] Eu não quero ninguém que pode querer ser mais do que o outro […] Quem de fato tá contribuindo para unir pessoas e para agregar um partido, agregar na chapa do partido parlamentar que tenham, “, disparou.
Anderson criticou a disputa interna sobre quem é “mais de direita” e usou seu histórico para rebater os rótulos. Ele lembrou a autoria do Estatuto da Família e a vice-presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados como provas da sua atuação conservadora.
O peso do PL para Raquel Lyra
Para a eleição estadual, o dirigente admitiu a possibilidade de uma aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD), mas avisou que a decisão precisa que Raquel se posicione e esteja fora do palanque do presidente Lula (PT). Ele afirmou que a gestão tem se esforçado, mas sofre com falhas na comunicação.
Anderson usou números para demonstrar o peso do partido em uma eventual composição. “Se juntar todos os partidos que estão com a Raquel, não dá o tempo de televisão do PL“, calculou. Ele condicionou qualquer apoio à distância do Governo Federal. “O PL está disposto a ajudar. Só não pode ajudar o time de Lula.“
Críticas a Lula e ao STF
O ex-prefeito criticou o presidente Lula e o senador Humberto Costa (PT). Anderson afirmou que o seu grupo não precisa “se agarrar” ao petista e previu um desgaste do Governo Federal.
@blogdojamildo “Eu nunca abri mão das minhas convicções”, cravou Anderson Ferreira (PL) ao explicar que não age por “conveniência momentânea”. No PodJá, o ex-prefeito de Jaboatão reforçou que sua trajetória não aceita atalhos, relembrou que o PL foi seu primeiro e único partido e que manteve sua postura mesmo quando isso lhe custou o comando da legenda durante o impeachment de Dilma. Para Anderson, a política em Pernambuco sofre de falta de transparência e excesso de pragmatismo. O Podcast vai ao ar no sábado (28) às 14h, no Canal de Jamildo Melo no Youtube (link na bio) #AndersonFerreira #Convicção #DireitaPE #PoliticaPernambuco #PL #BlogDoJamildo #PodJa #Jaboatão ♬ som original – Jamildo.com
“Quero ver quem vai carregar Lula quando os escândalos começarem a aumentar. Você, que é eleitor de direita, vai votar em Humberto? [Ele está há] 16 anos lá, só chupando o sangue dos pernambucanos“, criticou.
No âmbito nacional, o pré-candidato acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de legislar e condenar manifestantes de forma arbitrária, chamando o cenário de “ditadura do Judiciário”.
A saída de Mano Medeiros
Sobre a relação com o atual prefeito de Jaboatão, Mano Medeiros (PSD), que deixou o PL recentemente, Anderson minimizou o impacto político. Ele listou os cargos que concedeu ao antigo aliado ao longo de quase 30 anos de parceria.
“Tudo que eu pude fazer para ajudar Mano, eu fiz na minha vida. Eu não acredito em traição e tenho certeza que o povo de Pernambuco não aceita traição. Sempre deixei ele com legitimidade para governar“, resumiu.
Fonte: Jamildo





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