Candidato à reeleição, petista lidera quatro cenários ao Senado, comenta possível divisão de votos e defende ampliação do palanque de Lula
O senador Humberto Costa (PT) afirmou na quarta-feira (11) que recebeu de forma positiva os resultados da pesquisa do Instituto Real Time Big Data sobre a disputa pelo Senado em Pernambuco. O levantamento aponta o petista na liderança em quatro dos cinco cenários simulados, ficando atrás apenas quando a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) é incluída. O petista fica na segunda posição, que seria eleito de qualquer forma, já que são duas vagas a serem concorridas.
Humberto ponderou que os levantamentos eleitorais têm apresentado variações. “São muitas pesquisas com resultados extremamente diferentes. Da minha parte, em todas elas, eu sempre tenho uma posição que demonstra que há um reconhecimento por parte do povo de Pernambuco pelo trabalho que eu tenho feito em defesa do nosso estado, em defesa dos trabalhadores”, declarou.
A fala ocorreu após a Reunião Solene em homenagem aos 46 anos do PT, realizada na Câmara Municipal do Recife. Questionado sobre eventual divisão de votos no campo da esquerda com a possível candidatura de Marília Arraes, o senador afirmou estar concentrado na própria pré-candidatura. “Eu tenho aqui trabalhado o meu nome, acho que eu tenho potencial para ter um excelente resultado nessa eleição”, disse.
Em outro momento, Humberto comentou o cenário político para 2026 e a relação entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o senador, um eventual apoio da gestora ao presidente seria bem-vindo no Estado.
“Nós vamos ter uma eleição muito difícil pela frente e vamos querer o voto de todo mundo. Quem quiser votar no presidente será muito bem-vindo”, afirmou. Ao tratar da possibilidade de Raquel pedir votos para Lula em Pernambuco, acrescentou: “Se ela decidir apoiar o presidente Lula, é uma coisa positiva”.
O parlamentar destacou que as definições sobre alianças não serão tomadas apenas no âmbito estadual. Segundo ele, o PT discute o posicionamento para 2026 e a palavra final caberá à direção nacional e ao próprio presidente.
“Como o partido vai se posicionar, nós estamos debatendo. Aqui em Pernambuco, pela tradição política e pela relação que nós temos há muito tempo, é possível que a gente esteja com o PSB mais uma vez. Agora, isso é uma decisão que vai ser tomada pela direção nacional”, declarou.
Humberto reconheceu que há diferentes posições internas no Estado quanto ao palanque de 2026, mas reiterou que a definição sobre o movimento do presidente Lula será pessoal. “Aqui existem pessoas que apoiam Raquel, outras que gostariam de apoiar João. A decisão sobre a posição do presidente será uma decisão dele”, afirmou.
Fonte: Jamildo





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