João Campos parou andanças pelo interior na quinta (09) à noite para agendas no Recife e em Brasília, mas já voltou para o Sertão junto a aliados
O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB) voltou para o interior de Pernambuco após voltar ao Recife na quinta-feira (09) à noite para o lançamento do livro de histórias sobre Eduardo Campos e passar por Brasília em agendas como presidente nacional do PSB.
Na noite de sexta-feira (10), o socialista visitou o Sítio Poço Dantas, na zona rural de Tabira, recebido pelo deputado federal e presidente estadual do PT, Carlos Veras, e pelo pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos).
Neste sábado (11), a agenda de João Campos segue pelos municípios de Afogados da Ingazeira e Carnaíba, cidades onde os atuais prefeitos são filiados ao PSB.
João Campos quer captar eleitores pelo interior durante pré-campanha
Por enquanto o político cumpre as palavras que o presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, indicou no PodJá- O Podcast do Jamildo. Sileno disse que João Campos prometeu “dormir no carro” durante a campanha, em agendas pelo estado.
A ideia do socialista é aproveitar esse período pós-renúncia da PCR para visitar mais áreas do Sertão e Agreste de Pernambuco, espaços que como prefeito do Recife não podia comparecer com frequência.
Como governadora de Pernambuco, Raquel Lyra tem a maioria dos prefeitos. Apesar da máquina e o endosso dos gestores municipais facilitar nos palanques, João Campos aposta em unir críticos de Raquel e movimentar palanques utilizando o Recife como exemplo do que poderia fazer no restante do estado.
Apesar da máquina estadual ajudar, o próprio PSB foi derrotado após 16 anos no poder e com uma coligação grande. O candidato socialista, Danilo Cabral, ficou em quarto lugar com 18,06% dos votos válidos.
Desde 2024, pesquisas indicam que João Campos tem a vantagem na cidade que o elegeu duas vezes, mas sofria para adentrar nas regiões em que suas obras e iniciativas não causam grandes impactos.
Raquel tem maior liberdade para visitar diferentes espaços de Pernambuco.
Briga por Lula continua entre João e Raquel
No encontro com lideranças do Pajeú, o grupo de João Campos falou sobre a disposição de manter a Frente Popular como o único palanque do presidente Lula em Pernambuco. A fala ocorre após acenos de Raquel Lyra ao presidente da República, como com o anúncio de Túlio Gadelha (PSD) como um de seus nomes ao Senado.
O deputado federal anteriormente na Rede Sustentabilidade defendeu sua nova filiação ao PSD de Raquel Lyra como uma forma de atender às demandas de eleitores de Lula que pretendem votar pela reeleição da governadora. Alguns nomes do PT, como os deputados estaduais João Paulo e Doriel Barros, são aliados da gestora.
Um exemplo da divisão política no interior com o próprio PT é a própria cidade de Tabira. Apesar de ser recebido por Carlos Veras, João Campos não contou com o apoio do prefeito Flávio Marques (PT). O gestor municipal, embora petista, integra a base de Raquel Lyra desde o ano passado e não participou do jantar com o socialista.
Ainda seguindo a tese de Raquel não estaria do lado de Lula, João Campos afirmou em entrevista que o estado não pode eleger pessoas que atrapalhem a governabilidade do país.
O ex-prefeito do Recife tem o objetivo de afastar a governadora dos petistas e “jogar” o senador Flávio Bolsonaro (PL), com alta rejeição em Pernambuco, no colo da gestora. O lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) também facilita a tese dos socialistas.
Em resposta, Raquel falou em agenda no Agreste que Pernambuco “perdeu muito tempo” quando escolheu brigar e relembrou que governou Caruaru sem o apoio da gestão estadual na época do PSB.
A referência sobre a escolha de embate seria em relação ao ex-governador Paulo Câmara, que entrou em tensão com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia.
Fonte: Jamildo





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