Presidente visitou nesta sexta a unidade no Cabo de Santo Agostinho e destaca investimento de R$ 267 milhões na ampliação de medicamentos para o SUS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, na tarde desta sexta-feira (13), a unidade do Aché Laboratórios Farmacêuticos, instalada no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. A agenda ocorreu em meio à ampliação da fábrica, voltada à produção de medicamentos estéreis líquidos.
Lula chegou acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD); do prefeito do Recife, João Campos (PSB); e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A comitiva foi recebida por dirigentes da empresa e autoridades locais.
Também participaram da visita o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto; os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), André de Paula (Pesca e Aquicultura) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); o senador Humberto Costa (PT); e os deputados federais Pedro Campos (PSB) e Luciano Bivar (União Brasil).
Na chegada, o presidente cumprimentou trabalhadores e percorreu as instalações da unidade. A ampliaçãoem curso tem como foco a produção de medicamentos destinados principalmente à rede hospitalar.
Armando Monteiro Bisneto afirmou que o empreendimento representa avanço para o polo industrial. “Essa é a segunda expansão da Aché. É uma fábrica incrível. Todo mundo que entra fica impressionado pela limpeza, organização, automação, cuidado com o funcionário. Isso é desenvolvimento. São empregos bem remunerados”, disse. “É muito importante para Suape e a gente espera que mais empresas venham”, acrescentou.
O ministro da Saúde destacou a relevância da produção nacional para o Sistema Único de Saúde (SUS). “Ter uma indústria 100% nacional significa ter empresários brasileiros aqui de Pernambuco gerando oportunidades para jovens e geração de emprego e, sobretudo, para o SUS, significa segurança. Como precisamos cuidar de milhões de brasileiros, ter uma empresa nacional produzindo aqui assegura o acesso a medicamentos”, afirmou Alexandre Padilha.
Lula relacionou a ampliação da capacidade produtiva à política de fortalecimento do complexo industrial da saúde. “Alguns anos atrás, a gente tratava o Brasil como se fosse incapaz de produzir seus próprios remédios. Agora, produzimos 60% dos medicamentos e não somos mais dependentes como anos atrás, e podendo produzir 100% desses medicamentos. No que depender de mim, se tem alguém que vai fazer chegar a 100%, sou eu, porque quero o Brasil soberano na questão da saúde”, declarou.
A expansão conta com financiamento de R$ 267 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste. Desde a instalação da fábrica, em 2019, o empreendimento acumula mais de R$ 1 bilhão em investimentos, sendo 55% com recursos federais e 45% aportados pela empresa.
Instalações
O terreno da unidade possui cerca de 250 mil metros quadrados. A nova etapa em implantação ocupa área de 13,5 mil metros quadrados e deve ser concluída ainda em 2026.
Segundo a empresa, a produção será direcionada majoritariamente ao mercado hospitalar e ao SUS. Entre os itens previstos estão corticoides nasais, utilizados mensalmente por milhões de pacientes. A estimativa é de que a nova planta produza cerca de 40 milhões de unidades por ano.
Atualmente, a fábrica mantém 259 empregos diretos e 173 indiretos, totalizando 432 postos de trabalho. A previsão é de criação de aproximadamente 150 novas vagas até 2030 com a consolidação da expansão.
Fonte: Jamildo





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