Anotações de Flávio Bolsonaro citam governadora como opção do PL em PE, mas aliados indicam que ela deve manter distância da articulação
Aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) avaliam que não deve avançar a possibilidade de alinhamento com o PL em Pernambuco, conforme anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre a formação de palanques estaduais para a disputa presidencial, após o discurso da governadora no congresso de vereadores, na quinta-feira (26).
No discurso aos parlamentares municipais, Raquel disse que o diálogo entre Pernambuco e o Palácio do Planalto voltou à normalidade durante sua gestão e declarou, ainda, que Lula “acredita e confia” em sua gestão. Entre os exemplos de parceria, citou o acordo de indenização para os prédios caixão e a duplicação da BR-232.
As notas, reveladas pela Folha de S.Paulo e repercutidas pelo Jamildo.com, indicam que, no Estado, o único nome cogitado pelo PL para o governo seria o de Raquel, que deve disputar a reeleição.
Reservada ao tratar do cenário eleitoral, a governadora não comentou diretamente o assunto e sai pela tangente. “Agora é hora de cuidar do povo“, diz, repetidamente, ao ser questionada sobre as eleições de outubro.
Integrantes de seu grupo político, no entanto, afirmam que a proposta não deve prosperar. Raquel mantém contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o segundo turno de 2022 em Pernambuco com 67% dos votos, ante 33% de Jair Bolsonaro (PL).
No campo adversário, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), é apontado como principal oponente à candidatura ao governo estadual e deverá integrar a coligação nacional alinhada a Lula, tornando-se palanque do presidente no Estado.
No mês passado, Raquel se reuniu com Lula em Brasília e, segundo relato publicado pelo Jamildo.com, sinalizou que poderá apoiá-lo à reeleição caso haja neutralidade do presidente na disputa local. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou que a governadora tem autonomia para decidir seu posicionamento na eleição presidencial, embora a legenda tenha três nomes colocados nacionalmente: Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
Entre integrantes do PL em Pernambuco, a avaliação também é de que Raquel não deve fazer campanha nem para Lula, nem para Flávio Bolsonaro, repetindo a postura tida como bem-sucedida, adotada no segundo turno de 2022, quando permaneceu neutra na disputa entre Lula e Bolsonaro. Ainda assim, bolsonaristas afirmam que a governadora seria a alternativa viável no Estado, diante da rejeição ao nome de João Campos e aos pré-candidatos Alfredo Gomes (Rede) e Ivan Moraes (PSOL).
“Tenho ressalvas em relação a ela, sobretudo na parte de segurança pública, mas os únicos candidatos no estado são Raquel e João. No segundo turno da eleição passada, votei nela”, afirmou o deputado federal Coronel Meira (PL), à Folha de S.Paulo.
Disputa pelo Senado
As anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro também mencionam a disputa ao Senado em Pernambuco. Entre os nomes cogitados estariam Anderson Ferreira e Miguel Coelho. O nome de Anderson aparece riscado, com a indicação de “Mendonça Filho (PL)” em seu lugar, sugerindo expectativa de filiação do ex-ministro ao partido.
Aliados de Mendonça afirmam, contudo, que ele deixará o União Brasil, mas não deve ingressar no PL. Entre as alternativas discutidas estão o PSD e o Novo. Embora seja citado como possível candidato ao Senado, o ex-ministro avalia disputar a reeleição à Câmara dos Deputados.
Fonte: Jamildo






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