Vereador do Recife ganha projeção após fiscalizações na saúde e tem nome avaliado pelo Novo para disputa de cargo majoritário ou proporcional em 2026
Vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) assumiu pela primeira vez o parlamento e já teve um crescimento enorme de visibilidade que o cacifa a disputar o governo do estado. Ao longo desta primeira metade de mandato, o ex-apresentador de TV ficou conhecido partir de fiscalizações em unidades de saúde do município, com vídeos publicados nas redes sociais.
Nos bastidores, o destino eleitoral de Moura ainda é tratado como indefinido. Em conversas reservadas, aliados indicam que há uma tendência de candidatura à Câmara dos Deputados – e com votação robusta de ao menos 200 mil votos -, mas sem descartar uma eventual entrada na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Eduardo Moura surge nas pesquisas contra os candidatos polarizados, João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), pontuando entre 5% e 8%, em institutos distintos. Segundo aliados, somente na região metropolitana do Recife, reduto do jornalista, ele chegou a pontuar 13% nas intenções de votos. “Isso não pode ser desprezado“, comenta um aliado.
A leitura dentro do partido é de que, com maior exposição ao longo do período eleitoral, esses números tendem a crescer, o que mantém aberta a possibilidade de uma candidatura majoritária.
Outro fator a ser considerado pode ser um acordo nacional entre o Partido Novo e o PL. Eduardo Moura, apesar de se dizer “não bolsonarista”, como mencionou no PodJá – o podcast do Jamildo, pode ser um palanque para o presidenciável Flávio Bolsonaro no estado, ao lado de outras lideranças do campo político, como Gilson Machado Neto, Alberto Feitosa e Anderson Ferreira.
Apesar do partido ter Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais como pré-candidato à presidência, a leitura é que ele possa compor a chapa do 01 do Bolsonaro como vice.
A definição ocorre em meio à estratégia do Novo de fortalecer chapas proporcionais. Dirigentes avaliam que uma candidatura de Eduardo Moura à Câmara pode contribuir diretamente para o objetivo de eleger até dois deputados federais no estado, diante da necessidade de atingir o quociente eleitoral, que afunila os partidos e os obriga a se fundirem ou formarem uma federação.
Procurado pela reportagem, o presidente estadual do Novo e pré-candidato a deputado estadual, Técio Teles, afirmou que a decisão ainda será tomada pela legenda. “No momento certo, o partido vai decidir se terá ou não candidato ao Governo de Pernambuco”, disse. Segundo ele, o foco atual é estruturar a chapa proporcional, com a meta de eleger dois deputados federais e pelo menos três estaduais.
Caso concorra à Câmara Federal, Eduardo Moura poderá ser um puxador de votos, que é a expectativa da legenda na Assembleia Legislativa com a filiação de Renato Antunes.
Fonte: Jamildo





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