Sem acordo com Miguel, a decisão sobre Senado na chapa da União Progressista pode criar incerteza jurídica e parar nas mãos da Justiça Eleitoral
A expectativa para o desfecho da reunião de caciques da federação que uniu o União Brasil de Miguel Coelho e o PP de Eduardo da Fonte não é positiva, até o momento.
Os observadores da cena local informam que a expectativa é que Miguel Coelho não assine a ata da convenção, chamada para agora de tarde. Ele não assinando, cria-se uma divergência.
E como já informou o site Jamildo.com, com a ajuda de fontes da Justiça Eleitoral, o estatuto determina que o impasse seja decidido pelos caciques nacionais. No caso, o presidente do PP, Ciro Nogueira, além do presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
Também no plano nacional, caso haja um acordo, os dois caciques teriam que assinar, mas o que se sabe é que Rueda teria prometido a Miguel Coelho que também não assinaria a ata endossando Eduardo da Fonte.
Uma ressalva que tem sido feita, para Rueda mudar de ideia, seria a resolução de algum conflito maior entre os dois partidos, em outro estado da federação.
Com vaga na chapa oficial de Raquel, Eduardo da Fonte, caso não feche um acordo na política, pode ter dor de cabeça na campanha. Com a campanha sob julgamento, Eduardo da Fonte não poderia registrar o nome no TRE e ganhar o direito de rodar material de campanha.
Nos bastidores, o que se fala é que a disputa entre Miguel e Dudu, com Miguel sendo “defenestrado”, como definiu Mendonça Filho, não afetou a relação do ex-prefeito com a governadora, por ele entender que foi afastado pelo cacique do PP.
Como a governadora Raquel Lyra demonstrava a preferência pelo ex-prefeito de Petrolina, na chapa, não se sabe se ela vai colocar o peso do nome para alguma definição. Para a chapa governista, a coligação com a federação UP assegura um bom tempo de televisão e rádio.
O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho não apareceu na convenção e está sendo representado pelo irmão, Fernando Coelho.
Fonte: Jamildo





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