Candidato do PSB negou manter estrutura de ataques e afirmou que sua família é alvo de calúnia e difamação durante a campanha
O candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), negou nesta quinta-feira (27) a existência de uma estrutura de ataques nas redes sociais vinculada à sua campanha. O ex-prefeito do Recife afirmou que não mantém nenhuma iniciativa desse tipo e disse ser alvo de ataques contra a própria família.
“Não, não existe nenhuma estrutura ligada a mim, nenhuma iniciativa ligada a mim nesse sentido”, afirmou João Campos após participar de um encontro com mulheres no Bairro do Recife.
O candidato também rebateu a afirmação de que precisaria prestar esclarecimentos sobre um suposto “gabinete do ódio”. Segundo ele, a situação seria inversa e sua família estaria sendo alvo de ataques que classificou como criminosos.
“Isso não sou eu, pelo contrário, estou sendo vítima de um ataque a minha família de forma criminosa. Calúnia, difamação, ódio, mentira. Isso não cabe em uma democracia”, declarou.
As declarações ocorreram no mesmo dia em que a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou, durante entrevista à Rádio Grande Rio FM, de Petrolina, ter identificado 43 perfis com pessoas que, segundo ela, seriam ligadas a João Campos. A governadora também mencionou outras 430 páginas que estariam divulgando informações falsas a seu respeito.
Questionado sobre as acusações, João Campos afirmou que a atuação organizada nas redes sociais para ataques políticos seria uma prática associada ao campo da direita. Ele disse ainda que esse tipo de ação envolveria financiamento e organização.
“A direita usa no Brasil, usa mundo afora, usa de forma organizada e de forma financiada. Isso tem dinheiro por trás. Tem gente pensando por trás. E quando isso é repetido muitas vezes, muitas vezes pode atacar a reputação de pessoas sérias. O Recife me conhece, Pernambuco me conhece e principalmente vocês sabem”, afirmou.
João Campos também relacionou os ataques que diz sofrer ao período posterior à eleição municipal de 2024. Naquele pleito, ele foi reeleito prefeito do Recife com 78,11% dos votos, percentual que representou a maior votação proporcional registrada em uma eleição municipal na história da capital pernambucana.
Fonte: Jamildo






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