Após caso contra Raquel Lyra, campanha de João Campos aciona a Justiça para investigar vídeos de pessoas com cartazes ofensivos contra o socialista
A Frente Popular de Pernambuco acionou a Justiça Eleitoral na quarta-feira (02) para pedir a investigação de um vídeo que registra a colagem de cartazes apócrifos contra o candidato João Campos (PSB).
A gravação se une a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que a coligação move contra a gestão estadual por suposto abuso de poder político e econômico.
As imagens de uma câmera de segurança foram gravadas na madrugada de 1º de agosto, na Travessa Tiradentes, no Bairro do Recife. Ao longo de 36 segundos, três homens aparecem colando materiais com ataques ao ex-prefeito em um poste na área central da capital.
Defesa pede identificação dos envolvidos e apuração de pagamentos
Os advogados da Frente Popular afirmam que a gravação oferece um caminho para descobrir quem financiou e organizou a distribuição do material. A petição pede a identificação dos três homens para descobrir a gráfica responsável pela impressão das peças, os responsáveis pelos pagamentos e o roteiro traçado para espalhar os impressos.
“O que surge agora é uma nova e relevante porta de entrada probatória para que se descubra aquilo que, desde o primeiro momento, a coligação pediu que fosse investigado, quem estava por trás da produção, distribuição, financiamento e instalação massiva dessa propaganda negativa“, afirma a coligação no documento enviado à Justiça.
A ação judicial principal questiona uma estrutura de páginas digitais direcionada a desgastar a imagem de João Campos, além de apurar os contratos de publicidade institucional do governo de Pernambuco.
O processo também contesta o uso de ônibus públicos na convenção partidária de Raquel Lyra (PSD) e a utilização do avião governamental de socorro aeromédico em viagens políticas da governadora.
Episódio se soma a ataques recentes contra Raquel Lyra
O pedido de investigação ocorre poucos dias após a repercussão de cartazes ofensivos contra a governadora Raquel Lyra no Centro do Recife. No último domingo (30), materiais anônimos colados em vias públicas exploraram o falecimento do marido da gestora, o empresário Fernando Lucena, ocorrido em 2022.
O caso levou a governadora a prestar queixa nas polícias Civil e Federal, além de mobilizar o Ministério Público Eleitoral. Na ocasião, João Campos foi às redes sociais para repudiar os ataques contra a adversária, acionou a promotoria eleitoral e afirmou que o debate político não pode envolver ofensas a famílias.
Na terça-feira (01), durante sabatina na Rádio Folha, João Campos questionou a existência de cartazes contra Raquel.
“Pedi que a nossa equipe jurídica procurasse. Eles não encontraram nenhum panfleto desse que foi postado. Encontraram um panfleto que fazia ataque à honra; do que foi postado, nenhum”, disse o ex-prefeito do Recife.
Fonte: Jamildo





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