Fisco aperta o cerco: fazendários pernambucanos anunciam nova paralisação e elevam pressão sobre o governo Raquel Lyra em disputa por paridade
O Sindifisco-PE, representante dos auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários do estado, informa que decidiu realizar mais um dia de paralisação da categoria, em 14 de abril.
A resolução foi tomada, por unanimidade, em Reunião Plenária da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) Permanente realizada nesta quarta-feira (08).
Nas duas últimas semanas do mês de março, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz) já havia paralisado seus trabalhos por quatro dias em uma tentativa, segundo eles, de alertar o Governo Raquel Lyra para a necessidade de construção de um diálogo com a classe, mas não obteve respostas positivas da atual gestão.
“A proposta que aprovamos hoje ainda inclui a realização de nova AGE no dia 14 para discutirmos sobre a possibilidade de paralisação semanal e envio de ofício para o secretário da Fazenda sobre o seu posicionamento oficial diante do impasse”, explica Nilo Otaviano, presidente do Sindifisco, em informe ao site Jamildo.com.
“A decisão é mais um passo dado pelos integrantes do Fisco no movimento pela devolução da paridade e a revisão do teto constitucional”.
O sindicato também enviará ofício para a Casa Civil solicitando audiência com a governadora Raquel Lyra. Além disso, todos os 187 gerentes da Sefaz serão convidados para uma reunião no Sindifisco para debater o tema.
Desde janeiro, a categoria tenta estabelecer um diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração tributária do Estado. O sindicato diz que já comprovou, durante reunião com o chefe da Casa Civil, Túlio Vilaça, que as medidas para atender aos pleitos da classe não geram impacto na conta única do Tesouro e podem ser implementadas administrativamente.
“No entanto, com as sucessivas negativas do governo Raquel Lyra sobre a construção de um diálogo, os membros da categoria passaram a interpretar o embate como parte de uma disputa mais ampla sobre o papel da Secretaria da Fazenda na estrutura do governo estadual.”, destacou Nilo.
“Avaliações internas indicam que a insatisfação ultrapassa questões salariais e envolve a percepção de perda de protagonismo institucional. A mobilização também busca reposicionar a pasta como um dos eixos centrais da administração estadual”.
Fonte: Jamildo





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