Apesar de 38% de bares e restaurantes estarem com contas em atraso, setor tem expectativa positiva para festividades de final de ano
As festividades de fim de ano têm gerado expectativa positiva para os donos de bares e restaurantes de Pernambuco. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizado no Estado entre os dias 13 e 20 de outubro, 77% do empresariado do setor considera que as festas de fim de ano devem promover aumento no faturamento.
Na mesma pesquisa, foi possível identificar que 60% dos entrevistados esperam faturar até 10% a mais que no mesmo período do ano anterior. Além disso, 23% pretendem contratar novos funcionários para esta época do ano, com a finalidade de suprir o aumento da demanda característica do final de ano.
“As festas de fim de ano trazem uma expectativa positiva, mas o empresário ainda enfrenta o desafio de recuperar as margens e equilibrar as contas. Esperamos que esse período ajude a fortalecer o caixa das empresas e abra espaço para novas contratações”, afirma Tony Sousa, presidente da Abrasel em Pernambuco.
Tony explica que a pesquisa identificou também alguns entraves para o setor de bares e restaurantes. Segundo o levantamento, 34% dos estabelecimentos tiveram lucro em setembro, enquanto 38% têm pagamentos em atraso.
Em agosto, os números indicam melhor desempenho. Naquele mês, 40% dos bares e restaurantes apresentaram lucro, seis pontos percentuais a mais que em setembro. Em setembro, 24% indicaram prejuízo; em agosto, esse percentual foi de 18%.
“Os números mostram que o movimento precisa se traduzir em resultado: apenas 34% dos bares e restaurantes de Pernambuco tiveram lucro em setembro, e 38% estão com contas em atraso”, avalia Tony Sousa.
Em relação a agosto, 30% dos estabelecimentos pernambucanos registraram aumento no faturamento, 23% mantiveram estabilidade e 47% apontaram queda. No Brasil, as proporções foram de 28%, 28% e 44%, respectivamente.
A pesquisa também aponta as principais dívidas em atraso dos estabelecimentos. As mais citadas foram impostos federais (78%) e tributos estaduais (66%), seguidos por encargos trabalhistas e dívidas bancárias (41% cada). A pergunta admitia mais de uma resposta, por isso a soma ultrapassa 100%.
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Fonte: Jamildo





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