Candidato do PSB também prometeu quatro hospitais, expansão do ensino técnico e programa contra facções durante sabatina da CNN Brasil
O candidato do PSB ao Governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta terça-feira (15), durante sabatina da CNN Brasil, que pretende retirar as grades instaladas no entorno do Palácio do Campo das Princesas como primeira medida de governo, caso seja eleito.
Ex-prefeito do Recife, João disse que a retirada das estruturas seria um gesto para simbolizar uma mudança na relação entre o Executivo estadual e a população. A proposta foi apresentada enquanto o candidato defendia a ideia de uma gestão que classificou como “popular”. “Literalmente, a primeira medida que farei como governador, após assinar o livro de posse, é tirar as grades que hoje bloqueiam o Palácio do Governo”, afirmou.
Durante a entrevista, o candidato também apresentou propostas para diferentes áreas da administração estadual. Entre elas estão a duplicação da rede de ensino técnico, a construção de quatro hospitais, a criação de um programa de enfrentamento às facções criminosas e a ampliação de iniciativas de formação profissional e industrialização.
Na área tributária, João voltou a defender a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 180 cilindradas. Ele também afirmou que não pretende reajustar o próprio salário caso assuma o governo estadual.
A declaração foi acompanhada de uma crítica à governadora Raquel Lyra (PSD), adversária na disputa. Segundo João, a atual governadora aumentou a própria remuneração no início da gestão.
João defende redução de imposto para bets e restrições à publicidade
A política tributária adotada para empresas de apostas esportivas durante a gestão de João Campos no Recife também foi abordada na sabatina. O candidato afirmou ser contrário, pessoalmente, aos jogos de aposta, mas justificou a redução do imposto municipal sobre a atividade pela necessidade de adequar a legislação da capital após a regulamentação federal do setor.
Segundo João, antes da alteração das regras municipais, o Recife arrecadava aproximadamente R$ 90 mil em seis anos com empresas do segmento. Após a mudança, a receita teria superado R$ 80 milhões por ano.
O candidato argumentou que outras cidades, como São Paulo, Porto Alegre e Caruaru, também alteraram a tributação sobre o setor. Na avaliação apresentada por João, sem a mudança na legislação do Recife, as empresas poderiam optar por estabelecer suas operações em outros municípios.
Apesar de defender a manutenção da atividade dentro de regras tributárias específicas, João propôs medidas voltadas à prevenção e ao tratamento da dependência em jogos. Segundo ele, estruturas de atendimento em saúde mental criadas durante sua gestão na Prefeitura do Recife poderiam servir de referência para uma política estadual de assistência a pessoas com problemas relacionados às apostas.
O candidato também defendeu limites para a publicidade das plataformas de apostas esportivas. João comparou a discussão às restrições adotadas para a propaganda de cigarros e afirmou que municípios e veículos de comunicação podem participar da formulação de medidas para reduzir a exposição da população às apostas.
Fonte: Jamildo






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