Pré-candidata ao Senado critica desinformação sobre o Bolsa Família e alerta para risco de exclusão de famílias da Tarifa Social
Em meio à agenda política que vem cumprindo em diferentes municípios pernambucanos, a pré-candidata ao Senado Federal Marília Arraes (PDT) ampliou o discurso em defesa dos programas de transferência de renda e passou a alertar sobre o risco de famílias perderem benefícios sociais por causa de problemas cadastrais e da circulação de informações falsas nas redes sociais.
A movimentação acontece em um momento de debate nacional sobre o Bolsa Família, alvo de críticas e desinformação relacionadas ao impacto do programa no mercado de trabalho. Em vídeos divulgados nas redes sociais, Marília rebateu a narrativa de que o benefício desestimula o emprego e afirmou que o programa tem papel central no combate à pobreza e no fortalecimento da economia local.
“Ninguém escolhe viver na pobreza por um valor médio de R$ 678. Dizer que o Bolsa Família desestimula o emprego é preconceito de classe e desconhecimento da realidade. Esse programa é o chão que garante a dignidade e a sobrevivência de mais de 1,41 milhão de famílias pernambucanas, colocando comida na mesa e fazendo a economia de todos os nossos 185 municípios girar”, declarou.
Segundo dados citados pela pré-candidata, o Bolsa Família injeta mais de R$ 1 bilhão por mês na economia pernambucana, com impacto direto no comércio e no setor de serviços. Marília também associou o programa às ações recentes de combate à insegurança alimentar no país, após a saída do Brasil do Mapa da Fome, conforme relatórios internacionais divulgados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Além da defesa do programa federal de transferência de renda, Marília passou a concentrar parte do discurso na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A pré-candidata afirmou que cerca de 755 mil famílias pernambucanas podem perder o desconto na conta de energia por inconsistências cadastrais, falta de atualização no CadÚnico ou divergência entre o titular da conta de luz e o beneficiário registrado nos programas sociais.
De acordo com ela, o bloqueio do benefício pode provocar aumento imediato nas despesas mensais de famílias de baixa renda. A pré-candidata defendeu ações conjuntas entre prefeituras, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e a Neoenergia Pernambuco para evitar a exclusão de beneficiários.
Defesa de programas sociais e legado político
Ao abordar o tema, Marília também relacionou a discussão ao legado político do ex-governador Miguel Arraes, destacando políticas históricas de eletrificação rural implementadas em Pernambuco nas décadas de 1960 e 1990.
“Meu avô Miguel Arraes revolucionou o interior ao levar os postes e os fios para tirar o povo do candeeiro, porque sabia que a energia era o motor da dignidade e da produção. Hoje, no século XXI, a universalização física foi feita, mas o desafio passou a ser a exclusão econômica. De nada adianta o fio passar na porta se a conta de luz compete com o dinheiro do arroz e do feijão”, afirmou.
A pré-candidata também defendeu campanhas de orientação e mutirões de atualização cadastral para evitar que famílias deixem de acessar o benefício por falta de informação.
Marília reforçou a defesa das políticas sociais implementadas pelo governo federal e sinalizado que a pauta deve ocupar espaço central em sua pré-campanha ao Senado. “A justiça social se faz com verdade, informação e garantia de direitos. O Bolsa Família e a Tarifa Social andam juntos e são patrimônios do povo que nós vamos continuar defendendo em cada canto de Pernambuco”, declarou.
Fonte: Jamildo





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