Material da OAB-PE aborda o ciclo da violência contra a mulher, traz dados atualizados e orientações com foco em raça e gênero
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE) lançou a cartilha “Entendendo o Ciclo da Violência contra a Mulher”, material elaborado para orientar a sociedade e mapear os mecanismos de agressão física, psicológica e patrimonial.
A publicação traz um enfoque voltado à diversidade, incluindo recortes específicos de raça, etnia e identidade de gênero, como o atendimento direcionado a mulheres trans e indígenas.
O lançamento da iniciativa integra a programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização pelo fim da violência de gênero.
A elaboração do conteúdo foi coordenada pela Comissão da Mulher Advogada (CMA) da entidade profissional, e o arquivo digital foi disponibilizado para download gratuito no portal oficial da OAB-PE.
A iniciativa responde ao cenário de criminalidade registrado no país. Em 2025, o Brasil contabilizou 1.571 vítimas de feminicídio, atingindo uma média superior a quatro assassinatos de mulheres por dia, de acordo com dados consolidados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
De acordo com a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella, a publicação busca ampliar o acesso à orientação jurídica e aos canais de denúncia.
“Na OAB Pernambuco, temos o compromisso firme de enfrentar esse problema através da Comissão da Mulher Advogada e da Ouvidoria da Mulher, oferecendo apoio, orientação e escuta qualificada. A informação salva vidas, o acolhimento fortalece e o acesso à Justiça transforma realidades“, declarou a gestora.
Para a presidente da CMA da OAB-PE, Roberta Sôusa, a identificação precoce dos sinais de agressão é crucial para conter o avanço dos casos.
“A violência contra a mulher se manifesta de forma sutil e diversa, mas nenhuma vítima precisa enfrentar esse ciclo sozinha. A Lei Maria da Penha protege todas as mulheres, e a Comissão da Mulher Advogada da OAB-PE segue firme nessa linha de frente“, afirmou.
O lançamento da cartilha pela OAB-PE reforça a articulação entre órgãos do sistema de Justiça e a sociedade civil em Pernambuco, sinalizando um movimento regional de fortalecimento das garantias institucionais e de aplicação prática da legislação nacional em prol da segurança das mulheres.
Fonte: Jamildo






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