Reunião da federação União Progressistas nesta segunda (29) termina com aprovação do nome de Eduardo da Fonte; Miguel e UB afirmam não ter efeito jurídico
O encontro da Federação União Progressista em Pernambuco terminou nesta segunda-feira (29) com a aprovação do nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) como pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Apesar da deliberação registrar cinco votos favoráveis, o impasse entre Dudu da Fonte e o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, deve continuar.
Miguel chegou a participar da reunião no Recife, mas anunciou que o União Brasil decidiu se abster da votação por entenderem que o procedimento carece de validade jurídica.
Sobre a decisão da federação Miguel deve manter sua pré-campanha e levar para ambito nacional a situação. O ex-prefeito de Petrolina chegou a afirmar que continuaria “trabalhando até a governadora anunciar a chapa dela“.
A estratégia local dos Coelho encontrou respaldo na Executiva Nacional da federação cerca de uma hora antes do início da assembleia estadual. O presidente nacional do União Brasil e líder da federação nacionalmente, Antonio Rueda, emitiu uma nota oficial na qual rejeitou qualquer encaminhamento isolado ou sem consenso unânime entre as duas siglas em Pernambuco.
A fala do PP-PE sobre a decisão alega que Ciro Nogueira reconheceu a decisão de Eduardo da Fonte como representante ao Senado.
Impasse técnico divide Progressistas e União Brasil
Eduardo da Fonte, coordenador da federação no estado, também pretende submeter o resultado da votação desta segunda-feira ao crivo das convenções para tentar chancelar sua indicação. O PP de Pernambuco concentra a maior bancada de parlamentares federais do bloco e utiliza o tamanho do diretório para exercer pressão política por espaço no palanque majoritário.
O gargalo para os partidos aumentou porque a tendência é que Raquel Lyra entregue a primeira vaga ao Senado o PSD, seu partido. Como resta apenas um posto vago na coligação, as duas forças da federação entraram em colisão direta.
Para fazer frente à maioria do PP entre prefeituras e base no Congresso, Miguel Coelho buscou amarrações externas e angariou o apoio do Podemos, de prefeitos da Região Metropolitana e do deputado federal Túlio Gadelha (PSD).
A governadora Raquel Lyra não se pronunciou sobre uma escolha oficial para evitar a perda de braços aliados na base.
Fonte: Jamildo





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