Presidente da federação afirma que PT usará maioria para vetar nomes do PV que não passaram por consenso. Partido Verde ainda acredita em acordo
O deputado federal Carlos Veras (PT), presidente da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) em Pernambuco, afirmou que o grupo contestará judicialmente as candidaturas que sem consenso interno da federação.
O veto atingiria as pré-candidaturas de Lara Santana e Batista Cabral, filiados ao PV, que pretendem disputar vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Veras declarou ao Jamildo.com que “quem quiser assumir o risco de concorrer sub judice com candidatura contestada, fique à vontade“.
O petista argumenta que os nomes surgiram como filiações de última hora e não passaram pelo diálogo prévio do colegiado.
Segundo Veras, a federação estabeleceu como prioridade a reeleição dos parlamentares eleitos em 2022 e sugeriu que os nomes do PV disputem mandatos na Câmara Federal. O PV já afirmou que não aceita a proposta. Como o PT detém a maioria dos votos na direção da federação, o partido controla a homologação final dos candidatos, que ocorrerá nas convenções entre julho e agosto.
O presidente estadual do PV, deputado federal Clodoaldo Magalhães, defende a manutenção dos nomes para ampliar a bancada do grupo.
Ele projeta que a federação poderia eleger até nove deputados estaduais com as inclusões de Lara, filha do prefeito de Ipojuca, Carlos Santana, e Batista, irmão do prefeito do Cabo, Lula Cabral.
Magalhães, que já declarou apoio para Raquel, também ressaltou que, embora o PT nacional tenha selado o alinhamento com João Campos (PSB), a federação estadual ainda não se reuniu formalmente para deliberar sobre o apoio ao socialista.
Clodoaldo Magalhães indicou que pretende esgotar as discussões estaduais e levar o caso à instância nacional da federação se o impasse persistir.
Aliados dos prefeitos de Ipojuca e do Cabo, que apoiam a pré-candidatura de João Campos, acreditam que o PT recuará do veto para não prejudicar as bases eleitorais de Lula (PT) e do senador Humberto Costa (PT) na Região Metropolitana.
Fonte: Jamildo





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