Raquel respondeu aos questionamentos do adversário sobre sua gestão, apresentou números de obras e investimentos e diz que pretende ampliar entregas
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) aproveitou o último debate antes do primeiro turno para responder às críticas de João Campos (PSB), defender os resultados de sua gestão e reforçar a relação institucional que mantém com o presidente Lula (PT).
O debate promovido pelo Sistema Jornal do Commercio, nesta quinta-feira (1º), ocorreu a três dias da votação e em meio a uma disputa apertada pelo Governo de Pernambuco.
Pesquisa Datafolha divulgada no mesmo dia aponta Raquel com 50% dos votos válidos e João com 47%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Raquel responde críticas com números da gestão
Ao longo do debate, Raquel procurou responder aos questionamentos de João contrapondo as críticas do adversário com obras e investimentos realizados pelo Governo do Estado.
A governadora citou intervenções em rodovias, hospitais e abastecimento de água e afirmou que pretende ampliar essas ações caso conquiste um segundo mandato.
“Foram mais de 1.600 quilômetros de estradas feitos, e mais 1.500 quilômetros em obra. Vou fazer mais 3.000 quilômetros”, declarou, em informe ao site Jamildo.com.
Raquel também citou a entrega do Hospital da Mulher do Agreste e afirmou que outros quatro hospitais estão em construção.
Na área de abastecimento, disse que seu governo levou água para 800 mil pessoas e que há R$ 25 bilhões previstos para investimentos no setor.
Os números apresentados pela candidata fazem parte do balanço defendido por sua campanha e precisam ser separados das novas promessas: parte das ações citadas está concluída ou em execução, enquanto outras dependem de um eventual segundo mandato.
“Não é promessa, já está sendo feito”, afirmou Raquel.
João e Raquel confrontam suas gestões
O embate entre os dois principais candidatos também colocou frente a frente as experiências administrativas de João na Prefeitura do Recife e de Raquel no Governo de Pernambuco.
Durante o debate, os dois trocaram críticas sobre suas gestões, alianças políticas e investigações envolvendo aliados.
Raquel reagiu afirmando que a campanha tem sido marcada pelo que classificou como “fake news” e disse defender uma discussão sobre resultados e propostas.
“Eu sou governadora de Pernambuco há três anos e nove meses e estou pronta para liderar o melhor momento da nossa história”, afirmou.
A declaração é parte do discurso eleitoral da candidata. A avaliação sobre o desempenho do governo é objeto da própria disputa: enquanto Raquel apresenta investimentos e entregas como argumento para a continuidade, João utiliza problemas em áreas como segurança, infraestrutura e serviços públicos para defender uma mudança de comando.
Raquel também responde no campo da ética
Outro ponto utilizado pela governadora para responder às críticas foi a condução ética de sua administração.
Raquel afirmou que não houve “escândalo de corrupção” em seu governo e relacionou essa posição à sua trajetória como delegada da Polícia Federal e procuradora do Estado.
“Nós estamos aqui para definir quem é a governadora que vai governar Pernambuco nos próximos anos. É sobre que tipo de política você quer, é sobre que tipo de gestão você quer”, declarou.
A afirmação sobre ausência de escândalos foi feita pela própria candidata e integra sua argumentação eleitoral.
Lula vira ponto de disputa entre Raquel e João
Raquel também procurou responder a outro eixo explorado por João Campos durante a campanha: a relação com o presidente Lula.
João tem apresentado a aliança política com o petista como um ativo de sua candidatura. Na reta final, os dois participaram juntos de atos no Recife, enquanto o socialista passou a destacar a parceria com o Governo Federal para viabilizar obras realizadas durante sua passagem pela Prefeitura.
Raquel adotou estratégia diferente. Mesmo sem integrar o campo político de Lula na eleição estadual, passou a enfatizar a relação institucional construída entre os governos estadual e federal.
“A gratidão ao presidente Lula é indiscutível. A gente trabalhou muito junto e eu quero fazer ainda mais”, afirmou.
A disputa pela associação com Lula também apareceu nos últimos programas eleitorais de Raquel e João. Ambos citaram o presidente ao apresentar obras e parcerias realizadas em Pernambuco.
Raquel cita BR-104, Canal do Fragoso e habitação
Para sustentar o argumento, Raquel citou obras realizadas com participação do Governo Federal.
“Eu fui ao presidente Lula na primeira semana de governo. Pedi a ele que a gente pudesse trabalhar junto para a gente fazer Pernambuco crescer”, disse.
A governadora mencionou a BR-104, o Canal do Fragoso e programas habitacionais como exemplos dessa relação.
Segundo Raquel, 34 mil moradias foram entregues em Pernambuco por meio da combinação dos programas Morar Bem, do Estado, e Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
A referência a Lula tem peso particular nesta reta final porque João Campos conta com o apoio político direto do presidente e busca associar sua candidatura à parceria com o Governo Federal.
Raquel, por sua vez, procura diferenciar apoio eleitoral de relação administrativa: reconhece a parceria com Lula e reivindica resultados obtidos conjuntamente, sem integrar a chapa estadual apoiada pelo petista.
O tema se tornou mais um terreno de confronto entre os dois candidatos justamente quando a disputa chega aos últimos dias em cenário de empate técnico.
Fonte: Jamildo






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