Rua da Imperatriz terá limite de velocidade de 20 km/h e não contará com estacionamento em primeiro momento; haverá fiscalização da CTTU no local
Representantes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), Associação de Proprietários da Rua da Imperatriz (IMPERA) e do Recentro decidiram, em reunião, na quinta-feira (27), permitir que motos e carros possam transitar junto a pedestres e ciclistas na Rua da Imperatriz, no Centro do Recife.
A volta de passagem de veículos é uma reivindicação de antigos proprietários de imóveis da rua. Eles defendem que a reintegração da rua às demais vias para automóveis possibilitará a reocupação da área, junto a outras medidas.
De acordo com a IMPERA, a passagem de veículos na via ficará limitada à velocidade máxima de 20 km/h. O espaço vai contar com balizadores para delimitar a área de circulação dos automóveis e com agentes da CTTU para fiscalização.
A rua não terá estacionamento, nesse primeiro momento, mas os moradores solicitaram que a área tenha três espaços para carga e descarga e dois pontos para embarque e desembarque. Segundo a associação, a implantação será acompanhada de forma experimental, permitindo que a configuração seja avaliada a partir da dinâmica de circulação e das necessidades observadas no local.
Desde a década de 1970, a Rua da Imperatriz funciona na modalidade de “calçadão”, com passagem exclusiva para pedestres. O local sempre foi caracterizado pela forte presença do comércio e era considerado um dos grandes polos do varejo recifense.
Veículos jornalísticos pernambucanos de antiga circulação e especialistas no assunto indicam que o local já vinha perdendo força desde os anos 2000, com situação se agravando na década de 2010 e, posteriormente, com a pandemia.
Entre 2020 e 2021, o Estado de Pernambuco enfrentou períodos de lockdown, com fechamento total de estabelecimentos comerciais, além de ter tido a dinâmica de funcionamento alterada nos demais dias da pandemia, com restrições implementadas pelo Governo do Estado para conter a expansão da Covid-19.
Fonte: Jamildo





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