Auditores fiscais de Pernambuco aprovam greve após impasse com governo Raquel Lyra. Sindifisco chegou a elogiar a abertura das negociações, sexta
O Sindifisco-PE, que representa auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco, decidiu por unanimidade deflagrar paralisação da categoria nos dias 25, 26 e 31 de março e 1º de abril.
A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta terça-feira (24), com participação de cerca de 400 pessoas.
Segundo a entidade, a medida ocorre após a falta de resposta da governadora Raquel Lyra às demandas apresentadas em reunião realizada no último dia 20 de março com o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça. O encontro havia sido solicitado pela própria gestora.
De acordo com o sindicato, haverá uma trégua na paralisação nos dias 27 e 30 de março.
O período será utilizado para reorganização do movimento e para abrir espaço a uma eventual retomada do diálogo com o governo.
“Na verdade, mesmo nos dias de paralisação, seguiremos abertos ao diálogo. Paralelamente, criaremos comitês de mobilização que atuarão em cada sede da Secretaria da Fazenda, colocando em debate os passos a serem tomados pela categoria depois da Semana Santa, quando realizaremos nova AGE, na terça-feira (07)”, afirmou o presidente do Sindifisco-PE, Nilo Otaviano, em informe ao site Jamildo.com.
Durante a reunião com o secretário da Casa Civil, a diretoria do sindicato defendeu que a aplicação do teto remuneratório conforme a Constituição estadual não geraria impacto financeiro adicional ao Tesouro.
Segundo a entidade, a medida dependeria apenas de decisão administrativa. Também foi argumentado que a retomada da paridade remuneratória poderia ser feita sem necessidade de nova legislação ou aumento de despesas, já que os recursos estariam disponíveis em fundo próprio da Fazenda.
Até a manhã desta terça-feira (24), o sindicato informou que aguardava retorno do governo estadual. Sem resposta, a categoria optou por iniciar a paralisação.
O Sindifisco afirmou que tenta, há meses, avançar nas negociações com o Executivo, mas aponta falta de diálogo.
“A condução da política fiscal do estado, até agora, marcada por decisões unilaterais e falta de diálogo, acende um alerta sobre os riscos à arrecadação e à própria capacidade de investimento público. Não se trata de uma reivindicação isolada, mas de um debate estrutural sobre o funcionamento da secretaria da Fazenda”, declarou Nilo Otaviano.
Fonte: Jamildo





Comentários do post