Presidente afirma que proposta será enviada ao Congresso e prevê redução da jornada sem corte salarial, com possibilidade de negociação por categoria
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (8) que o governo federal pretende enviar ao Congresso Nacional, ainda nesta semana, um projeto de lei para extinguir a jornada de trabalho no modelo 6×1. A declaração foi feita durante entrevista no Palácio do Planalto.
“A gente vai conseguir. Inclusive estou mandando o Projeto de Lei esta semana para o Congresso Nacional. Então, nós vamos votar e vamos aprovar. Eu tenho certeza de que vai aprovar”, disse.
Segundo o presidente, a proposta prevê a redução da jornada sem diminuição de salários. Ele argumentou que o avanço tecnológico permite ganhos de produtividade que compensariam a mudança. “A ideia é a redução da jornada sem redução do salário. O que significa um pequeno aumento de ganho de produtividade. Ao invés de ter prejuízo, ele vai continuar com o mesmo salário”, afirmou.
Lula também associou a proposta à melhoria das condições de vida dos trabalhadores, destacando a possibilidade de mais tempo para atividades pessoais e qualificação. “A juventude quer mais tempo para estudar, as pessoas querem mais tempo para ficar em casa”, declarou.
O presidente ressaltou que a iniciativa não busca limitar o avanço tecnológico, mas defendeu que os ganhos devem ser compartilhados com os trabalhadores. “Os avanços tecnológicos não deveriam ser acompanhados de aumento de salário, de ganho de produtividade? Não deveriam ser acompanhados de redução da jornada de trabalho?”, questionou.
De acordo com Lula, o projeto não será rígido e deverá prever margem para negociação coletiva em categorias com características específicas. “É importante que a gente saiba que não pode ter uma coisa rígida para todas as categorias. Você tem que permitir que haja uma negociação”, disse.
Ao comentar o envio da proposta, o presidente também mencionou a necessidade de alinhar a medida a um modelo mais amplo de desenvolvimento econômico. “A questão está na criação de um modelo de desenvolvimento econômico que leve em conta a necessidade desse país virar uma economia definitivamente desenvolvida”, afirmou.
Fonte: Jamildo





Comentários do post