Ex-vereador afirma em nota nas redes sociais que adesão à CPI foi motivada por questionamentos sobre concurso público e nega vínculo com bolsonarismo
O presidente municipal do Partido dos Trabalhadores no Recife, Osmar Ricardo, divulgou nota nas redes sociais para justificar a decisão de assinar o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito João Campos (PSB). À época da assinatura, na segunda-feira (2), ele exercia mandato na Câmara Municipal.
Osmar foi o 13º vereador a subscrever o requerimento, número mínimo para que o autor da proposta, Thiago Medina (PL), protocolasse a CPI sobre o concurso público na Procuradoria do Municipio na Casa de José Mariano. Após a formalização, João Campos exonerou o então secretário de Direitos Humanos, Marco Aurélio Filho (PV), que retornou ao Legislativo, fazendo com que o petista voltasse à suplência.
Na eleição municipal anterior, Osmar obteve 9.268 votos e ficou como primeiro suplente da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. A ida de Marco Aurélio para a secretaria havia aberto espaço para sua posse como vereador.
Nos bastidores, um gesto da governadora Raquel Lyra (PSD) pode dar uma nova reviravolta. Aliados comentam que existe a possibilidade de convidar a vereadora Flávia de Nadegi (PV) para integrar o secretariado estadual, o que poderia alterar novamente a composição da Câmara, retomando o mandato do presidente do PT do Recife.
Nota cita apoio de vereadoras de esquerda e críticas ao prefeito
No texto, assinado como presidente do Sindicato dos Servidores do Recife (SINDSEPRE), Osmar afirma que a CPI “não é da direita nem do bolsonarismo. A CPI é do povo”. Ele sustenta que a apuração trata de suposta alteração de resultado de concurso público após homologação, o que, segundo ele, teria ocorrido por decisão administrativa.
O dirigente menciona que seu posicionamento acompanhou o voto de parlamentares de esquerda, como Jô Cavalcanti (PSOL) e Flávia de Nadegi (PV). “Sendo assim, é completamente infundada a tentativa de vincular a CPI ao bolsonarismo”, escreveu.
Osmar também faz referência a declarações passadas de João Campos sobre o PT e observa que, na eleição de 2024, o partido não integrou a chapa majoritária na condição de vice. Segundo ele, a adesão à CPI atende a demandas de servidores municipais que questionam atos da gestão.
“A CPI seria o momento fundamental para que as explicações necessárias fossem apresentadas e que os verdadeiros envolvidos nos fatos fossem identificados”, afirmou.
Ao final da nota, o ex-vereador declara que, fora do mandato, manterá atuação sindical e apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do senador Humberto Costa (PT) e ao fortalecimento das bancadas do partido.
Fonte: Jamildo





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