Embarcação financiada parcialmente pelo Banco do Nordeste atuará no transporte de combustíveis e cargas entre Natal, Recife e Fernando de Noronha
A empresa potiguar Alfamares Transportes, Apoio Marítimo e Portuário incorporou à sua operação o navio-tanque Seawolf, embarcação que passará a atuar na logística de transporte de cargas e combustíveis na rota entre Natal, Recife e Fernando de Noronha. O investimento contou com financiamento do Banco do Nordeste (BNB).
Com 42 metros de comprimento e 10 metros de largura, o navio possui capacidade para transportar até 350 metros cúbicos de combustíveis, o equivalente a 350 mil litros. Segundo a empresa, a nova embarcação mais do que dobra a capacidade operacional atualmente disponível para esse tipo de serviço.
A aquisição integra um projeto de aproximadamente R$ 7 milhões. Desse total, R$ 1,7 milhão foram financiados por meio de operação de crédito contratada junto ao Banco do Nordeste há cerca de dois anos. De acordo com a instituição financeira, os recursos acompanharam as etapas de construção e entrega da embarcação.
O Seawolf foi construído com casco duplo e equipado com sistemas de automação e monitoramento voltados à segurança operacional. O transporte marítimo de derivados de petróleo, como gasolina, diesel, querosene de aviação e nafta, está sujeito a normas específicas de controle ambiental e de segurança.
Fundada há 35 anos, a Alfamares atua nos segmentos de apoio marítimo e cabotagem, modalidade de transporte realizada entre portos nacionais. Antes da chegada do novo navio, a empresa operava com quatro embarcações de menor porte. Entre seus clientes estão o Grupo Neoenergia e o Consórcio Decola Noronha, iniciativa voltada a ações de economia circular no arquipélago de Fernando de Noronha.
Segundo o CEO da empresa, Victor Calzavara, o projeto buscou conciliar eficiência operacional e condições adequadas para a tripulação. Ele destacou ainda que a embarcação foi planejada para receber estagiários em formação na área marítima.
“O projeto desta embarcação foi pensado no equilíbrio entre o trabalho e o conforto da tripulação. Pensamos também no desenvolvimento dos aquaviários, por isso deixamos espaço para trabalharmos com três praticantes estagiários. O Seawolf foi um sonho que iniciou há dois anos e, graças ao BNB, conseguimos transformar papel em aço, ou seja, tornar realidade nosso projeto”, disse em informe ao Jamildo.com.
O superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte, Jeová Lins, destacou que a ampliação da estrutura logística pode contribuir para atender demandas estratégicas da região, especialmente em áreas que dependem do transporte marítimo para abastecimento.
“Nós financiamos do microempreendedor aos grandes grupos empresariais. Com a exploração da Margem Equatorial, as grandes petroleiras vão precisar contratar os serviços de médias e pequenas empresas. No mar ou em terra, estamos atentos às oportunidades de negócios que podem impulsionar o desenvolvimento regional”, declarou.
Fonte: Jamildo





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