Flávio Bolsonaro afirma que Lula não enviou nenhum representante à reunião e diz que taxas beneficiam o presidente, na medida em que ele usa o discurso de soberania nacional
O Governo Federal divulgou, na terça-feira (7), nota oficial criticando a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência pública sobre o tarifaço praticado pelos Estados Unidos contra o Brasil, em Washington, capital do país norte-americano.
O evento foi organizado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e recebeu, entre a segunda-feira (6) e a terça-feira, 78 entidades e pessoas físicas, que estiveram presentes nos 14 painéis do evento. Dos participantes, o governo brasileiro afirma que 63 são contra o tarifaço e 15 são a favor.
De acordo com o Governo Federal, dos 34 brasileiros presentes, apenas o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro não se posicionou contra as medidas econômicas do presidente Trump. “O senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”, escreveu.
O político pernambucano e ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (Podemos) acompanhou o senador bolsonarista na viagem aos Estados Unidos e, como um dos pontos, apontou suposta inércia do presidente Lula (PT) em negociar com o governo estadunidense.
A gestão nacional afirma manter negociações com o país norte-americano desde julho de 2025 para reverter a aplicação de tarifas a produtos brasileiros. “Enquanto o senador Flávio Bolsonaro tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, funcionários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Itamaraty; Ministério da Justiça; e do Palácio do Planalto mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil”, disse o Governo Federal.
Flávio, por outro lado, disse que o presidente Lula não mede esforços para negociar com Trump por conta do discurso de “soberania nacional” que o embate promove. “Ele [Lula] não mandou ninguém para cá, nem uma única pessoa para defender o Brasil”, afirmou.
Fonte: Jamildo





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