Advogada Isabella Pequeno diz que foi a mulher que sofreu extorsão, em 2023, do deputado eleito enquanto passava com violência doméstica
Em vídeo publicado nas redes sociais, a advogada Isabella Pequeno falou sobre as acusações envolvendo o deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), que teve pedido de prisão revogado, nesta terça-feira, pela Justiça. A 17ª Vara Criminal da Capital investiga Emerson por crime de extorsão a partir de uma apuração conduzida pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil.
No vídeo, Isabella se apresenta como a vítima do caso, que até então era desconhecida, já que o processo corre em segredo de justiça, e destaca que precisou tornar o seu caso público após especulações de interesses políticos envolvendo o pedido de prisão contra Emerson.
A advogada diz que decidiu dar “nome, rosto e voz” a quem, até então, era intitulada apenas como “vítima” e que sua iniciativa é uma forma de proteção.
No vídeo, Isabella conta que conheceu Emerson durante uma ocorrência policial envolvendo seu ex-companheiro, em 2023, num momento em que vivia um caso de violência doméstica. Segundo ela, Emerson se apresentou como policial militar e afirmou ter descoberto um plano para assassiná-la, supostamente encomendado por R$ 90 mil.
Depois disso, Emerson teria a procurado no seu local de treino, armado, onde teria apresentado informações sigilosas sobre sua família e a extorquiu. Ela afirma que gravou as conversas e procurou a Polícia Civil ainda em 2023.
“Eu já era uma mulher ameaçada por violência doméstica, naquele momento eu acreditava (estar) diante de um policial, que dizia que minha morte estava planejada. Eu tive medo. Mesmo assim, eu gravei as conversas, busquei a Polícia Civil de Pernambuco e formalizei uma denúncia em 2023, porque quando eu consultei as redes dele, fiquei muito preocupada”, disse no vídeo postado em suas redes sociais.
Ela reforça que a denúncia foi formalizada muito antes de Emerson disputar um cargo eletivo e que o requerente do processo atual é do Grupo de Operações Especiais (GOE). “Eu procurava proteção, não projeção”, diz.
Em seu relato, a advogada diz que se mudou de Pernambuco ainda com receio do que vivenciou, destacando que sofre efeitos psicológicos da situação.
“Os últimos acontecimentos trouxeram de volta sentimentos que eu conheço profundamente. Eu continuo sentindo medo e não tenho vergonha de admitir. Eu não posso mais viver com medo, por saber de toda influência política, militar, seja qual for, desse indivíduo. E é muito difícil me expor publicamente. E é justamente por ainda sentir medo que eu tomei essa decisão”, enfatiza.
Emerson atua como influenciador digital em coberturas policiais e virou réu sob acusação de se passar por sargento da Polícia Militar, supostamente lotado na Casa Civil do Governo de Pernambuco.
Em outubro, foi eleito para Assembleia Legislativa de Pernambuco com mais de 49 mil votos, onde toma possa no dia 01 de fevereiro.
Fonte: Jamildo





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