Deputado anunciou requerimentos para retomada do monitoramento, criação de plano de prevenção e estudos para instalação de telas em áreas de risco.
Enquanto o deputado Coronel Alberto Feitosa (PL) fazia um apelo aos órgãos responsáveis na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta segunda-feira (1º), sobre o ataque de tubarão no domingo, na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, um novo episódio foi registrado na Praia de Boa Viagem.
Em pronunciamento, o parlamentar defendeu a retomada imediata do monitoramento dos animais, a elaboração de um plano de ação para áreas consideradas de risco e a instalação de estruturas de contenção em trechos do litoral com histórico de ocorrências.
A manifestação ganha maior visibilidade após dois casos registrados em sequência nas praias da Região Metropolitana. No domingo, um menino de 11 anos sofreu ferimentos graves após ser mordido por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Já nesta segunda-feira, uma mulher ficou ferida após um ataque na Praia de Boa Viagem, no Recife – ainda não tem mais informações sobre este caso.
Ao abordar o tema, Feitosa afirmou que os episódios reforçam a necessidade de revisão das políticas de prevenção adotadas atualmente. Segundo ele, o Estado e os municípios litorâneos precisam ampliar as ações de monitoramento, fiscalização e orientação à população.
“O monitoramento dos tubarões deixou de ser realizado há mais de seis anos. Estamos diante de um problema que afeta famílias, impacta o turismo e exige medidas concretas por parte do poder público”, afirmou o parlamentar.
Dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) apontam que Pernambuco já contabiliza 84 ocorrências desde o início do acompanhamento sistemático dos casos, em 1992. O número foi atualizado após os dois ataques registrados nos últimos dias.
Deputado anuncia requerimentos
Durante o pronunciamento, Feitosa informou que protocolará três requerimentos voltados à prevenção de novos incidentes.
O primeiro solicita a retomada do monitoramento dos tubarões em parceria com instituições de pesquisa, como a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O segundo cobra do Governo do Estado a elaboração de um plano integrado para as áreas classificadas como de risco, envolvendo prefeituras, órgãos de segurança e equipes de orientação aos banhistas. Já o terceiro pede estudos para instalação de telas de contenção em pontos com histórico recorrente de ataques.
O deputado também defendeu a ampliação das campanhas educativas nas praias, com distribuição de material informativo, utilização de carros de som, atividades de conscientização e orientação voltada tanto para banhistas quanto para comerciantes e trabalhadores que atuam na orla.
“Existe sinalização, mas ela ainda é insuficiente. É preciso informar melhor a população sobre os riscos, principalmente em períodos de maré alta, água turva e condições adversas para banho”, declarou.
Feitosa argumentou ainda que a recorrência dos casos afeta a imagem turística do Estado. Segundo ele, visitantes frequentemente questionam sobre a segurança para banho nas praias da Região Metropolitana.
“O problema ultrapassa a questão local. Sempre que alguém fala sobre nossas praias, uma das primeiras perguntas é sobre os ataques de tubarão. Precisamos adotar medidas permanentes para reduzir os riscos”, afirmou. O parlamentar destacou que experiências internacionais utilizam diferentes tecnologias de monitoramento e barreiras de proteção para minimizar a aproximação de tubarões em áreas frequentadas por banhistas.
Atualmente, o monitoramento sistemático dos animais ocorre em Fernando de Noronha. Feitosa defendeu que iniciativas semelhantes sejam retomadas também no litoral continental pernambucano. Os requerimentos devem ser encaminhados ao Governo do Estado e aos órgãos responsáveis pela gestão das áreas costeiras nos próximos dias.
Fonte: Jamildo





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