Campanhas de João Campos e Raquel Lyra chegaram a acionar polícias e a Justiça para investigar autoria de cartazes de ataques contra governadora
Após a repercussão de cartazes apócrifos com ataques pessoais contra a governadora Raquel Lyra (PSD), a gestora e seus adversários na disputa ao Governo de Pernambuco repudiaram o caso. As declarações ocorreram ainda no domingo (30) e vieram junto a pedidos de investigação na Polícia e na Justiça Eleitoral.
Diante dos cartazes que atribuíam a responsabilidade do falecimento do marido de Raquel Lyra à própria gestora, a governadora registrou um boletim de ocorrência nas polícias Civil e Federal e acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE). Os materiais apareceram em paredes no Centro do Recife e colocavam Lyra ao lado de mulheres condenadas pela Justiça por matarem os maridos.
Em vídeo nas redes sociais antes de seguir para compromissos na Zona da Mata Sul, a governadora apareceu visualmente abalada para repudiar o que chamou de agressão à sua honra e à memória do esposo.
“Entrei no carro para seguir minha agenda na Mata Sul e, como sempre faço, abri o Instagram para ver o que estava acontecendo. E pude ver de perto a crueldade de quem não tem limites. Respeite minha família, respeitem meus filhos, respeitem quem não está mais aqui, respeitem a minha dor“, desabafou a gestora.
Veja vídeo da gestora:
Campanha de João Campos também aciona Ministério Público Eleitoral
O candidato da Frente Popular, João Campos (PSB), também se pronunciou nas redes sociais e classificou os cartazes como um absurdo.
O ex-prefeito relembrou a perda de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, em um acidente aéreo durante a eleição presidencial de 2014, defendendo que tragédias familiares fiquem fora da disputa política.
“Perdi meu pai durante uma eleição, a candidata Raquel perdeu o marido durante a eleição. Não admito que nenhuma família seja atacada. Isso está fora da política“, declarou João Campos. O setor jurídico da Frente Popular formalizou um pedido no MPE para identificar os responsáveis pelo material e anunciou que processará criminalmente quem associar a coligação à autoria dos panfletos. Confira vídeo do ex-prefeito:
O candidato da federação PSOL/Rede, Ivan Moraes (PSOL), prestou solidariedade à governadora e cobrou punição aos autores. “A pessoa ou quadrilha responsável pelos cartazes ofensivos contra a governadora precisa ser identificada e responsabilizada urgentemente. Não se pode compactuar com um absurdo desses. A investigação tem que ser profunda e exemplar. Minha solidariedade a Raquel Lyra”, publicou o postulante na rede social X.
A escalada de agressões também mobilizou outros nomes da disputa. O candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) condenaram os ataques em discursos e postagens.
No campo da oposição, o senador Humberto Costa (PT) classificou o episódio como “vil e desumano”; a senadora Teresa Leitão (PT) pediu rigor na apuração para evitar que o debate eleitoral seja contaminado por discursos de ódio.
Fonte: Jamildo






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