Em reunião, Carol Tabosa e representantes do Simepe debateram o andamento do PL que atualiza o piso salarial nacional de médicos e dentistas
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) realizou, nesta segunda-feira (25), uma reunião institucional com o deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE).
O tema central do encontro foi a tramitação do Projeto de Lei nº 1.365/2022, que visa atualizar o piso salarial nacional dos médicos e cirurgiões-dentistas.
A proposta altera a Lei nº 3.999/1961, legislação que regulamenta a remuneração mínima das categorias e que permanece sem revisão estrutural há mais de seis décadas.
A comitiva do sindicato foi integrada pela presidente da entidade, Carol Tabosa, pelo secretário-geral, Marcílio Oliveira, e pelo diretor de Assistência ao Associado, Robson Miranda. A agenda faz parte de uma mobilização nacional de entidades de classe que buscam sensibilizar os parlamentares no Congresso Nacional sobre o impacto financeiro e social da proposta, que atualmente tramita nas comissões técnicas da Câmara dos Deputados.
Para a presidente do Simepe, Carol Tabosa, o acompanhamento do projeto faz parte do compromisso permanente da entidade com a defesa dos interesses da categoria.
“O PL 1.365/2022 trata de uma pauta histórica para médicos e cirurgiões-dentistas. O Simepe tem acompanhado de perto sua tramitação e mantido diálogo com parlamentares para contribuir com o debate e reforçar a importância da valorização do trabalho médico em todo o país”, afirmou.
A discussão em torno do PL 1.365/2022 ganha contornos específicos em Pernambuco diante das recentes negociações sobre a remuneração dos profissionais de saúde da rede pública. Conforme publicado pelo Jamildo.com em março deste ano, governo do estado e o Simepe fecharam um acordo para o reajuste das gratificações de plantão e fixação de novos valores para os médicos vinculados à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), após um período de impasses e assembleias da categoria.
Nacionalmente, a fixação de um novo piso salarial unificado gera debates sobre a capacidade de custeio por parte de estados e municípios, além do impacto nos orçamentos de hospitais filantrópicos e Santas Casas.
A articulação do Simepe junto à bancada federal pernambucana reflete a tentativa de equilibrar a sustentabilidade fiscal dos entes públicos com a demanda histórica por valorização profissional, considerada essencial pelas entidades médicas para fixar profissionais de saúde no interior do Nordeste e nas periferias dos grandes centros urbanos.
Fonte: Jamildo





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