Mudança para bandeira amarela é válida para Pernambuco e pode impactar em mais prejuízos ao meio ambiente; sistema opera desde 2015
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) comunicou, na sexta-feira (24), que adotará o uso da bandeira amarela para o mês de maio. A sinalização indica que a geração de energia por parte das hidrelétricas não está sendo suficiente, o que leva ao acionamento das termoelétricas, encarecendo o valor da conta.
A expectativa é de que os consumidores registrem um aumento de cerca de R$ 1,85 a cada 100 kWh consumidos. Segundo a Aneel, a mudança ocorre por conta da redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco.
Com o acionamento da bandeira amarela, a Aneel reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.
Em Pernambuco, a Neonergia é a empresa responsável pela distribuição de energia elétrica. A entidade privada segue as recomendações da Aneel.
Maior dano ambiental
Usinas termoelétricas não dependem de condições climáticas para funcionar, porém têm custos mais altos e possuem maior dano ao meio ambiente, sendo mais poluentes que as hidroelétricas.
Sua produção passa diretamente pela queima de combustíveis fósseis ou renováveis, como cana-de-açúcar. O calor da queima dos materiais faz com que a água se transforme em vapor, o que possibilita o giro das turbinas ligadas a geradores de energia.
A hidroelétrica, no entanto, utiliza a força da água dos rios para girar as turbinas.
Sistema de bandeiras
Criadas pela Aneel em 2015, as bandeiras tarifárias (verde, amarela ou vermelha) são definidas mensalmente pela agência e indicam alterações no valor das contas de energia em função das condições de geração de eletricidade.
- Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
- Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido;
- Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.
Fonte: Jamildo





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